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04/11/2006 11:06
Creamfields 2004 Mais outra nova fênix?!
Essa semana, o álbum que eu redescobri é justamente aquele que recolocou Oakenfold nos trilhos do Trance.
Depois de alguns anos remixando nomes da música pop e tocando sets que deixavam a desejar, se comparados com sua fase áurea (1997-2000), Paul lançou esse álbum em 2004 inspirado pelo festival Creamfields.
É... esse djmix não é gravado ao vivo, ao contrário do que o nome possa sugerir. Esse fato, no entanto, não abala as qualidades do álbum, que por sinal não são poucas.
O CD1 inicia-se com um clássico revisitado. Matt Darey atualizou em 2004 a faixa Point Zero, lançada sob o alias Li Kwan. Uma ótima escolha pra começar o set com o pé direito, ao som de um produção caprichada e a inconfundível voz de Cate Cameron.
Ao contrário de outros sets, em que as transições de uma música para outra chegavam a durar mais de um minuto (p. ex., Perfecto Presents Ibiza e Perfecto Presents Another World), aqui Paul optou por transições curtas e precisas, não ultrapassando geralmente os 30 seg.
A segunda faixa é I Found You, do Interstate, outro sucesso do biênio 2004/2005, que visitou as pick-ups de Armin, Markus Schulz, DJ Shah e muitos outros.
Aqui em sua versão original, I Found You faz, com a sensual voz de Colleen Kelly, um contraponto e um complemento ao clima totalmente etéreo de Point Zero.
Pode-se até achar que o DJ iria fazer um set essentialmente vocal, tomando como exemplo as duas primeiras faixas. Mas Oakey mostra que está realmente em forma e que não se esqueceu do princípio básico que fez o sucesso de tantos outros álbuns: misturar faixas e estilos.
Assim, na terceira faixa do CD, Paul manda um uma música aparentemente desconhecida, produção de uma dupla também pouco conhecida. First Sight, de Duran & Aytek é extremamente agradável e tem uma melodia gostosa de assobiar.
A faixa seguinte segura um pouco o pique do ouvinte: Wadi, conta com a voz exuberante de Stephanie Vezina e a produção da dupla Sultan & The Greek. A faixa não é, nem de longe, ruim. Mas talvez seja um pouco lenta para esse ponto do CD, é o que se pode imaginar a princípio.
Essa impressão, no entanto, se desfaz rapidamente porque 1o. o trecho usado não é muito longo, e 2o. ao ouvir a faixa nro 5, entende-se que Wadi é uma ótima precursora para a música posterior, uma das faixas do ano de 2004: Clear Blue, colaboração de Markus Schulz e do novato Elevation.
Arrisco-me a dizer que é uma das mais belas faixas do Trance já produzidas.
Vemos, em seguida, o que talvez seja a maior surpresa desse álbum, o remix do próprio Oakenfold para Como Tu do colombiano Carlos Vives. Alternando o Trance e o Progressive House, Oakenfold produz um remix épico que não resvala para o queijo. Usando uma melodia que se assemelha a piano e uma linha de violão acústico, que dão o tom baleárico da produção, o DJ conseguiu algo que eu não via acontecer desde 2000, quando ele remixou What It Feels Like For A Girl: fazer um tremendo gol de placa.
Ele ainda se dá o prazer de incluir a versão vocal de Como Tu, que na verdade conta apenas com a frase Tu, mi vida intera.
Paul manda então uma faixa de um dos expoentes do Trance: o grupo Tilt, novamente um trio depois da saída de John Graham (Quivver, irmão de Max) e subsequente entrada de Andy Moor. Twelve, em sua versão original, é bastante energética, mas perde bastante em graça, se comparada, p. ex. com o remix do Dousk. Não brilha mas também não compromete o set.
Temos outra faixa vocal, dessa vez com a presença sempre bem-vinda de Jes Brieden. Para os que não sabem, Jes ganhou destaque justamente com a sua primeira colaboração com o D:Fuse, na faixa Everything With You, de 2003.
Living The Dream também fez parte do primeiro album de D:Fuse, junto com Everything, e apesar de não aparecer aqui no remix de Matthew Dekay, mostra-se uma daquelas faixas que conquista o ouvinte pouco a pouco.
O mesmo pode-se dizer de Space Manoeuvres de John Graham em seu alias Quivver. Estranhamente, apesar de ter também o alias de Space Manoeuvres, John optou por lançar Space Manoeuvres (a faixa) como Quivver. E isso fez diferença, já que se trata da mesma pessoa por trás de vários nomes?
Bem, a meu ver, sim, fez uma boa diferença, já que Space Manoeuvres é bem mais interessante (pra não dizer legal) do que Quadrant Four, lançada pelo SM também em 2004, mas alguns meses depois.
Fenômeno semelhante aconteceu com o Tilt, cuja The World Doesnt Know segue Space Manoeuvres, e é bem melhor que Twelve, lançada como segundo single do álbum Explorer.
A faixa forma uma dobradinha muito boa com Space Manoeuvres e prepara o ouvinte para a conclusão do CD1 de Creamfields 2004. A escolhida para tal tarefa é outra das músicas onipresentes de 2004, mas aqui num remix não muito ouvido na época.
Jump Next Train certamente foi uma das músicas mais executadas em 2004, quase que exclusivamente em sua absurdamente bela versão original.
Aqui, Paul optou por usar o remix do Probspot, que nesse caso adotou uma abordagem muito parecida com a de Andy Moor ao remix Transatlantic de Zamora e Damian DP. Na verdade, o remix ficou mais com cara de produção do Andy do que do Probspot.
Mas isso não necessariamente significa um coisa ruim. Na verdade, acho que foi a escolha mais certa, pois esta versão complementa muito bem as outras faixas.
Vamos então para o CD2, que começa com uma ótima faixa de Suzy Solar, o breakbeat Ocean Of Love. Com uma produção na mesma linha uplifting breaks de Hybrid, Suzy apresenta uma faixa energética, melódica e épica, que se encaixa bem em qualquer set de Trance. Um ótima surpresa pra começar o segundo CD.
A faixa 2 continua com outro break, nesse caso a colaboração de Luke Chable e NuBreed One Day. Menos épica e mais sútil, a faixa apresenta uma letra no estilo indie rock com vocal masculino de um dos próprios caras do NuBreed.
Oakenfold mostra que ainda tem de sobra aquele talento de mesclar faixar e ritmos diferentes para alcançar um resultado mais que inusitado.
A faixa seguinte é outra gema obscura e surpreendente: Nice Gyus Finish Last, da dupla Pinkbox Special, que nada mais é do que a colaboração de Pete Martin (Anthanasia) com Derek Howell. Lançada num 12 polegadas pelo Electronic Elements, ela foi o b side de Simple, que fez parte do Coldharbour Sessions 2004.
Seguindo a linha de faixas underground, Paul manda Cages do grupo indie Girl Nobody, uma faixa com um vocal indecifrável, extremamente cativante e sedutora, para logo depois atacar com um clássico do Trance, Scatterbomb do The Sneaker.
Não que eu seja contra a mistura de faixas recentes com outras antigas. Aliás, acho que dos DJs que se propõem a fazer esse estilo, Oakey é um dos que o faz da melhor forma.
Só acho que Scatterbomb não combina muito com o restante do set, ficando deslocada e, o que é pior, soando datada perto das outras faixas do CD.
A sexta faixa do CD é a maravilhosa Perfect Wave, do produtor Pete Martin com o alias Anthanasia. Sem dúvida, uma das grandes faixas de 2004, presente em vários sets e álbuns como A State Of Trance 2004, Coldharbour Sessions 2004.
O DJ manda logo em seguida uma produção própria, Time Of Your Life, no remix do húngaro Shane 54, que soa estranha vindo depois de . Muitos criticaram sua inclusão no CD e há de se dizer que ela mais compromete do que soma no resultado final.
De problema semelhante ao de Scatterbomb sofre a faixa People Want To Be Needed do The Auranaut, outro clássico do Trance também de 1999. Ela soa fora de lugar e velha.
A faixa seguinte é da dupla Stel & Good Newz: Particle, uma faixa que não é brilhante mas também não atrapalha muito a fluência do CD.
Temos então outra inclusão polêmica, o remix 2004 do próprio Oakey para Beautiful Day do U2. A indefectível linha de guitarra está lá e só ela deveria ser suficiente para identificar a faixa. O grande problema do remix, a meu ver, é justamente incluir os vocais de Bono em vez de fazer um dub ou um instrumental. O que poderia ter ser grandioso, não há como negar, acaba dando um cara de pizza quatro queijos ao CD.
Outro clássico da música eletrônica ganha releitura 2004, na 11a. faixa do CD. Lizard de Mauro Picotto vem num remix do próprio Oakey e serve para conduzir Creamfields para um final apoteótico na faixa final a cargo de John 00 Fleming.
Mais conhecido como um dos divulgadores do Psy Trance na Europa, J00F mostra que também sabe fazer Trance de qualidade e manda um versão dub, ou melhor Tranced Out, de sua Im Not Fooled.
Outra boa faixa de 2004 que passou meio despercebida, Im Not Fooled aparece aqui despida da maior parte da letra original (com exceção da frase que lhe dá nome) mas com vocais suficientemente arrepiantes para dar aquele frio na espinha e fechar em grande estilo um CD2 que começou bem mas que deu umas derrapadas no meio do caminho e soa irregular ao final.
Creamfields é um album bom, talvez uma nota 7 ou 7,5 no geral, mas que mostra em cada segundo de música o talento de um DJ que estará para sempre na história da música eletrônica do final do sec XX.
É óbvio que ele foi capaz de perpetrar algumas barbaridades, principalmente nos últimos anos, ninguém pode negar.
Só que não há como simplesmente descartar TUDO por causa de alguns erros.
Se não é o melhor de Paul Oakenfold, Creamfields pelo menos mostra um bom retrato do trabalho desse grande DJ e produtor.
enviada por blueboybr
21/08/2006 20:20
Minha fênix da semana
Vez ou outra, ocorre comigo um fenômeno interessante. Eu redescubro um álbum ou artista para o qual não havia dado muita importância inicialmente. Mais comum ainda, é redescobrir um álbum que só ouvi uma vez e descartei como pouco interessante.
A bola da vez, ou diria, a vítima da vez é o ábum que colocou Markus Definitivamente no panorama do Progressive Trance: Coldharbour Sessions 2004. Na época do seu lançamento, li várias matérias a respeito deste disco e tentei obtê-lo imediatamente.
Qual não foi minha decepção ao ouvi-lo pela primeira vez, já que, na época, eu estava totalmente empolgado com o Trance mais energético e rápido. Pra ser bem sincero, achei o disco arrastado e enfadonho. Até então, eu gostava de uma ou outra produção no estilo progressive, mas tenho de adimitir que um labum todo assim não me caiu nada bem.
Deixei-o de lado e continuei ouvindo os sons que eu curtia na época.
Hoje, ao re-ouvir, com atenção, Coldharbour Sessions 2004, vejo o quanto eu estava enganado sobre o album. Faltava-me maturidade para entender o som ali contido, as diferentes nuances, o clima. Ou seja, faltava-me capacidade para entender o som de Markus Schulz.
Ironicamente, justamente agora que eu consego apreciar este álbum, Markus opta, em seus sets e em seu programa Global DJ Broadcast, por um som menos dreamy e mais vibrante.
Bom, não podemos acertar todas, sempre?!
O CD1 inicia-se com uma intro ligeira, com samples que parecem transmissões de rádio, para logo passar para a primeira grande faixa do album duplo: Numb de Christian Rusch, conhecido parceiro de Greg Murray nas faixas Epic e The Promise. Com uma bela melodia de piano e uma base percursiva bem simples, a música é simplesmente encantadora.
A terceira faixa é Glistening do Taxi, que nada mais é do que um dos alias da dupla americana Filo & Peri. Totalmente relaxante e envolvente, a música traz várias camadas de sintetizadores e melodias.
A quarta música do CD1 é, sem grandes discussões, um dos melhores trabalhos de Markus como remixer e, a meu ver, é o destaque do album. Satellite, uma colaboração do Above & Beyond com a vocalista Justine Suissa sob o nome de Oceanlab foi uma das músicas de 2004. Mas esta versão, infelizmente, não foi a que mais teve execução pelos DJs nem a que mais esteve presentes nos albuns.
Denso e climático, o remix de Markus utiliza todos os vocais e em seus quase 10 minutos é por vezes sombria e uplifting, principalmente nos breakdowns.
Em seguida, temos a colaboração de dois pesos pesados do Progressive: Derek Howell e Peter Martin. Sob o alias Pinkbox Special, eles trazem a faixa Simple, que como o próprio nome sugere tem uma estrutura bem restrita, uma base percursiva e uma pequena melodia. Um belo exemplo de simplicidade.
Temos, então, Mark Otten com seu segundo sucesso, depois do estouro de Mushroom Therapy. A faixa Tranquility também aparece aqui em remix de Markus Schulz, e disputa pau a pau com o Satellite o posto de highlight do album. E o sample vocal "The eagle has landed" contribui imensamente para a atmosfera espacial da música, como que tirada da trilha sonora de um filme de Stanley Kubric.
Morning Star, de San Mehat é uma tremenda bola fora de Markus Schulz em termos de escolha de faixas. Sem graça e meio arrastada, apesar da melodia um pouco interessante.
Depois, temos uma faixa que é colaboração de Robert Nickson e Perry O'Neil. Usando o alias Mind, eles expressam toda sua veia progressiva numa faixa com que traz uma linha percursiva bem distinta e pouco comum no Trance.
Na antipenúltima faixa do CD1, temos o encontro de Markus com outro grande nome do Trance: Laurent Véronnez (Airwave). A faixa Lady Blue é belíssima, mas talvez um pouco lenta demais pra esse ponto do disco. Acredito que estaria bem melhor no início, talvez fazendo companhia a Numb ou a Satellite.
A próxima faixa é apenas a segunda faixa vocal do CD1 e conta com o talento de Julie Harrington para falar de amor e dedicação: By Your Side. O remix escolhido é o de Sonorous, presente na re-edição alemã pelos sêlo Euphonic. Bastante melódica e empolgante, é uma ótima faixa para fechar um set.
Por fim, para concluir o CD1, temos o single de estréia de outra jovem promessa do Progressive, Elevation.
Com uma ajudinha de Markus, Clear Blue tornou-se um dos sucessos de 2004 e aparece aqui na versão com vocais de Justine Suissa, também conhecida como Somewhere.
Muitos dizem que o vocais estragaram a música original. Eu, como 1o. não conhecia a versão instrumental e 2o. sou muito parcial quanto a Justine Suissa, achei que o resultado ficou muito bom. Talvez a outro seja um pouco longa demais...
Vamos então ao CD2!
A faixa de abetura é a manjadíssima Under The Sun do Whirlpool. Nunca fui muito fã dessa música, mas confesso que o remix do próprio conseguiu torná-la um pouco mais interessante e aquela "famosa" melodia de guitarra parece menos irritante aqui.
Até então, Markus não era um produtor muito dado a parcerias em seus remixes e produções. Mas sabemos que isso mudou radicalmente dado o numero de participações especial em seu primeiro "artist album" Without You Near.
Na segunda faixa do CD2, temos sua parceria com Austin Leeds no remix de Fusing Love, que, por sua vez, é uma parceria de Austin com Kobbe.
Se Asutin atualmente se voltou para o house, electro e suas derivações, não dá pra ignorar algumas grandes contribuições suas para o Progressive Trance. Fusing Love é definitivamente uma delas. Calma sem ser chata e uma melodia que dá alguns pontos como uplifting.
Thomas Penton e sua Dominica são um pouco mais energéticos, mas ainda mantêm bem o climão Progressive. Esta é uma boa faixa de meio se album.
Com Jataka do Junk Science, os bpms aumentam mais um pouquinho, mas a faixa não chega exatamente a empolgar. De novo, é uma boa faixa "filler", ou seja, não é grandiosa, mas serve como bom recheio de bolo.
Temos, então, uma das grandes idiossincrasias da música eletrônica atual: Özgür Can. Um produtor famoso e festejado, que diz não ouvir muito música eletrônica quando não está produzindo no estúdio, o que parece um tremendo contra-senso até pela variadade de influências e misturas em suas músicas. Bem.... vai entender!?
Sua contribuição aqui é a faixa Sometimes, particularmente sombria e não muito energética, mas com um toque hipnótico bem forte. É daquele tipo de música que você dança sem perceber muito o que está fazendo. A meu ver, não é dos melhores trabalhos como Irony e Connected, mas ainda assim não compromete o disco.
A bela (sem querer sem engraçadinho) Beautiful Things aparece aqui num remix exclusivo do próprio Markus. É um trabalho interessante, mas não é dos melhores, porque apesar de ser bem percursiva, a produção não casa perfeitamente com os vocais. Não que seja um problema de uma ou de outro. Na verdade, é um daqueles exemplos de faixa que daria muito certo como instrumental ou dub.
Outro produtor que passeia com desenvoltura entre o Trance e o House, Luke Chable remixa aqui uma faixa da dupla nipônica Matsumoto e Yoshi. Dreamer é ótima faixa, que traz aquele gostinho étnico sem se identificar exatamente com essa ou aquela cultura. Poderia ser japonesa, indiana ou mesmo africana, e funcionaria muito bem! O break é literalmente uma quebra na faixa, oferencendo um tema melódico mais tradicional do Trance, que depois dá mais uma vez lugar aos elementos étnicos.
Poderia muito bem ser o "highlight" do CD2, não fosse pela presença aqui de uma faixa espetacular.
Temos novamente a presença de uma das faixas mais famosas de 2004. As The Rush Comes poderia muito bem ser intitulada "a música de 2004", ainda que muitos discordem, dado seu sucesso e quase onipresença nos albuns e sets.
Aqui, um remix de Perry O'Neil que teve lançamento comercial muito restrito. O vinyl com as versões vocal e instrumental de seu remix é algo muito raro de se ver. Não guarda nada da produção original de Gabriel & Dresden e, como trata-se de uma vesão puramente instrumental, poderia receber qualquer nome. A ausência da voz de Jes Brieden causa certa estranheza inicial, mas a qualidade do remix supera isso rapidamente. Na verdade, ela chega até a funcionar melhor que a versão vocal do remix.
Como antepenúltima faixa do disco, vemos a música que é, na minha modesta opinião, a melhor de Coldharbour Sessions 2004: Perfect Wave do projeto Anthanasia de Peter Martin. Uma tremenda faixa melódica que tem um quê das produções antigas de Vangelis ou Jean-Michel Jarre, com um sample vocal vez ou outra repete "perfect wave". Como se diz por aí: "totalmente viajante!".
Pra concluir o CD2, antes do outro, temos outra colaboração de Markus no remix: o canadense Peter McCowan, também conhecido como Alucard.
Remixando Autumn do inglês George Hales, eles alcançam uma produção quase cinematrográfica, no sentido que você chega a imaginar as cenas para as quais essa música seria a trilha sonora perfeita. Um escolha acertada para fechar Coldharbour Sessions 2004.
Se não é um album grandioso, Coldharbour Sessions 2004 é pelo menos gostoso de ouvir, principalmente nquelas tardes preguiçosas de domingo, uma ótima escolha pra relaxar e fazer "aquele" chillout.
Acho que seja um album que reflete bem o som de Markus Schulz naquela época, o verdadeiro Coldharbour sound.
enviada por blueboybr
16/06/2006 22:51
De goleada!!
Armin van Buuren lança sua edição 2006 da famosa série A State Of Trance é o resultado é mais uma vez um show de bola, digo, de Trance, tanto no CD1 quanto no CD2.
Não escondo o fato de achar que o Armin é um dos melhores DJs da atualidade, tanto no aspecto técnico, das viradas, quanto na questão do feeling. Ele sabe como construir um clima, e mais do que isso, passar esse clima para o ouvinte, conduzindo-o através do set.
É incrível como seus CDs, até mesmo os mixados usando o infame Ableton Live, demonstram uma atenção e cuidado que muitas vezes não se observa mais nas apresentações dos grandes DJs internacionais.
Se na edição anterior, o ASOT 2005, Armin dividiu o album em Light e Dark, aqui ele o faz de uma maneira um pouco diferente.
Aqui o album é dividido entre On The Beach e In The Club, de forma genial, o que a meu ver faz dessa edição o melhor dos ASOTs.
O CD1 traz todo aquele clima de praia e verão, uma festa ao entardecer, pessoas bonitas e o som rolando legal.
Começa com a faixa Shipwrecked do Mike Foyle, com som de ondas, bem propício para introduzir o clima.
Depois temos uma baixa de clara inspiração baleárica, White Sand, nos moldes de La Noche de Coca & Villa, presente no ISOS Vol. 4, mas bem mais doce e tranquila. Simplesmente uma grande produção do DJ Shah, com um solo de guitarra acústica fantástico.
Depois temos a primeira faixa vocal do álbum, com Leon Bolier e Elsa Hill, em No Need To Come Back, uma faixa bem melancólica mas que não deprime. Grande escolha!
Em seguida, vem a participação de Matthew Dekay com Timeless, que uma simples faixa filler, que não compromete o andamento do disco justamente porque não se prolonga demais e serve como boa introdução pra um dos pontos altos do album: Your Loving Arms.
Nem é preciso dizer quanto gosto dessa faixa. Basta ler meu post sobre o ISOS Vol. 5 - Los Angeles!!!
O melhor desse album é que Your Loving Arms vem seguida de outra faixa fantástica, mais um produção de primeira do alemão DJ Shah: Beautiful - Glimpse Of Heaven: muito, MUITO boa!
A faixa seguinte tem inspiração oriental, nos vocais e na produção caprichada do remix de Junkie XL. Dilruba do Niyaz é simples mas cativa com mais um toque de guitarra acústica e uma linha de baixo foda.
Chama a atenção o número de faixas nesse primeiro CD que usam o som de guitarra acústica, mostrando que nem só de cordas e teclados pode viver o Trance.
Temos aí Small Step To The Other Side vem no ótimo remix do Evolution, mostrando que Tiësto errou ao escolher a versão original para o seu album.
Depois, temos um bom remix do Whiteroom, que andou meio sumido, para Edge Of Space. Não é uma faixa maravilhosa, mas se integra muito bem ao restante das faixas e contribui para levar o CD a um pico de energia.
Vem então mais um destaque do CD, a faixa Cold Drink, Hot Girl de Jody Wisternoff do Way Out West. Ela é funky e sensual sem ser apelativa e dá até pra imaginar as pessoas se aproximando pra dançar mais "coladinhas"!
A seguir vem One With Sanctuary do Incolumis, outra faixa bem climática que serve como transição pra minha faixa preferida do album.
Apesar de adorar Your Loving Arms, My All no remix dos Flash Brothers ficou irresistível, com uma melodia que imprega no cérebro e lá fica pra sempre.
Pra finalizar, temos uma grandiosa produção de Ashkan Fardost que nasceu chillout mas aparece aqui numa versão mais agitada. A linha de cordas e de violão, entretanto permanecem, pra finalizar o CD1 de A State Of Trance 2006 em grande estilo.
É impossível para um amante da música eletrônica, ouvir esse primeiro CD e não se entusiasmar um mínimo.
E pra quem tem curiosidade de ouvir a belíssima versão chill de For You, é só visitar ashkanfardost.com e escolher a faixa no player que está lá.
Puro deleite!
Vamos então ao clube!
O CD2 do ASOT 2006, batizado de In The Club começa com uma faixa de Laurence Rapaccioli em seu alias Arksun.
Arisen é uma boa faixa pra começar o set e dar uma clima animadão de festa.
Bem diferente das produções como Luminary, a faixa é instrumental e bem energética.
Logo em seguida temos Fable com Above, mais melodiosa, mas não menos estimulante. E o break?? Muito muito bom...
O'Callaghan & Kearney contribuem com Exactly, totalmente uplifting. Aliás, com essa onda de Tech Trance que vem dominando os sets e produções, é bom ouvir um som tão uplifting assim.
Pra quem acha que a energia ainda não está num nível aceitável, Armin manda em seguida Walk Down da dupla alemã Kyau vs. Albert, pra fazer a pista explodir com o loop da voz de Steven Albert repetindo "try to touch me". Essa é a hora de pular e jogar os braços pro alto.
Seguimos, então, com mais um smash hit da dupla Kuffdam & Planet: Dream Makers. Apesar de interessante, a faixa não é tão cativante quanto Summerdream.
M.I.K.E. vem logo depois com Voices From The Inside, de seu mais recente album The Perfect Blend, com certeza um dos destaques do ano.
Orjan Nilsen, também conhecido como DJ Governor, comparece com Red Woods, de seu Forest EP lançado em parceria com a dupla Danjo & Styles, uma faixa épica e energética.
Temos nova contribuição da dupla Kyau e Albert, desta vez com Kiksu, que serve com momento mais mellow pra dar um tempo pra rapaziada recuperar o fôlego.
Num estilo predominantemente dominado por europeus, temos uma produção do produtor japonês Hiroyuki Oda.
Transmigration lançada esse ano pelo selo ASOT, definitivamente coloca o Japão na rota internacional do Trance, com uma bela "pauleira".
Temos então uma faixa de outra sensação do Trance que explodiu em 2006: o sueco Sebastian Brandt. Com várias produções e remixes sob diferentes nomes, como por exemplo Selu Vibra, o jovem Sebastian aparece com uma faixa em colaboração com Marcus Schössow (formando o Under Sun) e parceria da dupla holandesa Signum.
Captured nem teve ainda lançamento oficial, mas já aparece arrebentando no ASOT 2006, com remix do próprio Sebastian.
John O'Callaghan, com seu alias Mannix, vem com a produção World Gone Mad, em parceria com Kaymak.
A dupla Stoneface & Terminal aparece com a mais recente (e estonteante) Venus, que, a propósito, é bem mais legal que a colaboração com o alemão Ronski Speed.
Com um toque de complascência, Armin inclui sua própria Control Freak (do album Shivers), no remix de Sander van Doorn que a tornou onipresente nos sets e dj-mixes em 2006: mais uma candidata a melhores do ano, com todo o merecimento.
Temos, então, mais um dos garotos a depontar na cena Trance esse ano: Thomas Bronzwaer.
Depois de ver Close Horizon incluída no Politics of Dancing Vol. 2 em 2005, Thomas tem agora Shadow World recebendo suporte de Armin e sendo maciçamente tocada em 2006.
Depois de ter surgido para a cena Trance como metade da dupla Nu NRG, Giuseppe Ottaviani despontou também em carreira solo com Linking People, no final de 2005, e agora aparece também em parceria com o alemão Marc van Linden na quentíssima Untial Monday, escolhida por Armin para ser uma das faixas a fechar o ASOT 2006.
E finalmente temos Armin, com mais uma colaboração com o músico clássico Jan Vayne, na bela Sail, que tem Trance escrito em cada nota.
Mais uma vez, Armin mostra porque não é apenas um grande produtor, mas também um DJ fenomenal e, além de tudo, atento para as grandes produções do Trance atual.
Pode-se até discutir se ele é ou ou não o DJ número um, mas não há como negar sua imensa imensa contribuição para a música eletrônica moderna.
enviada por blueboybr
10/06/2006 13:24
Quase 5 estrelas
Há pouco mais de um mês, Tijs Verwest, ou melhor, o famoso DJ Tiësto lançou o quinto volume de sua bem-sucedida série In Search Of Sunrise.
E que grata surpresa para os fãs é esse disco!
Depois de lançar um álbum inferior no volume 4, Tiësto volta com força total no volume 5, para deleite daqueles que acham que Trance é a trilha perfeita para esperar o sol nascer.
Na concepção, ISOS Vol. 5 - Los Angeles se aproxima bastante dos primeiros volumes da série, com faixas que mesclam Trance, Prog e um pouco de House.
Sim... por maior surpresa que isso possa causar, Tiësto apresenta um mix de house, progressive house e progressive Trance delicioso de ouvir e dançar.
Então por que ISOS Vol. 5 não merece 5 estrelas?
Novamente, apesar de escolher um tracklist estelar, mesclando magistralmente faixas novas com outras mais "antigas", Tiësto erra novamente (como havia errado no vol. 4) na ordem das músicas.
Isso é mais aparente no CD1, enquanto o CD2 é (quase) puro deleite do início ao fim.
O CD1 apresenta um variação brusca, um quebra no clima do set, entre as faixas 05 e 06, justamente quando Tiësto parte do House para o Trance.
As primeiras 5 faixas são bem alegres e dão ao set um clima leve e descontraído.
A primeira faixa é bem chill com sons de mar e praia (alguém aí lembrou do início do ASOT 2006???).
A faixa seguinte, com produção da dupla Mark Norman é deliciosa de ouvir e cantar junto. É impossível não cantar com Celine aquele da ra ra ra...
Empty Streets chega a ser angelical, com vocais que lembram Maria Nayler.
Beside Me é um pouco mais nervosa mas não deixa bola cair. Moonlight Party é, talvez, um pouco alegre demais pra fazer parte do CD, mas ainda assim não compromete.
O problema vem com a transição para a faixa seguinte, Everything Matters de Leama & Moor com remix de Matthew Dekay que é muito deep (pra não dizer também chata) para esse início de CD tão festivo. Ela poderia ser melhor aproveitada se aparecesse lá pela posição 10 ou 11. Ou até poderia ter sido deixada de fora da seleção.
A partir de Let The Game Begin o CD flui naturalmente, com apenas um ou outro obstáculo.
Logo após essa colaboração de Dekay e dos Proluctors, vem a faixa que, a meu ver é a música do verão (europeu) 2006: densa sem ser chata, doce sem ser superficial e sedutora sem ser sexual. O remake que Karen Overton faz do clássico de Billie Ray Martin, Your Loving Arms, é daquelas faixas que faz a gente ter orgulho de gostar de música eletrônica.
Com uma magistral produção do italiano Dino Lenny, Your Loving Arms na voz de Karen nem de longe lembra (ou ofende) a versão original de autoria da alemã Billie, e mostra que regravar e samplear podem ser sinônimos de inovar, e de modo algum são pecados.
Não é por menos que essa faixa está tanto no ISOS Vol. 5 quanto no A State Of Trance 2006.
Hanson & Parker contribuem com Let Me Be, outra ótima faixa pra ajudar a construir o clima do CD. Em seguida temos Fygle & Kalafut com uma bela faixa, que conta com o remix de Mark Otten.
Então vem outra faixa que destoa do conjunto. Se Your Loving Arms é uma delícia de se ouvir, o mesmo não se pode dizer desta outra faixa vocal do CD. People Will Go da americana Jes Brieden, um verdadeito ícone do Trance, tem uma letra chata, anti-climática, que não empolga e uma produção extremamente sem graça de um tal Steve Forte Rio.
É uma faixa que decepciona bastante, considerando as grandes colaborações que Jes já fez com D-Fuse, Gabriel & Dresden e Solarstone; e que não se salva nem pela bela voz de Jes. Vale apena apertar o botão de forward.
Em seguida, vem uma faixa que também está presente no ASOT 2006: Small Step To The Other Side, aqui na sua versão original, ao contrário do remix do Evolution presente no album do Armin. É uma faixa razoável para funcionar como filler. E nada mais.
Pra fechar o CD1, temos então 3 faixas que também merecem grande destaque: Told You So de Tom Cloud, com um sample vocal muito legal; Arise de A.M. (Ashkan Fardost + Mike Shiver) e Tiff Lacey nos vocais; e Little Bird.
Told You So é uma faixa bem produzida que apresenta um sample vocal que é mais um convite para a galera cantar junto.
A colaboração de Ashkan (Envio), Mike Shiver e Tiff é originalmente muito boa, mas ganha MUITO em energia e beleza com o maravilhoso remix dos alemães Mario Hammer e da dupla Funabashi (Tom Porcell e Kevin Sieja).
Aliás, Arise tem toda a chance (e merecimento) de disputar com Your Loving Arms o título de faixa vocal de 2006.
Finalmente, temos a dramática Little Bird, que na capa de ISOS Vol. 5 é creditada a Cass, mas que também está num promo que circula pela internet atribuído a Deep Voices ft. Cass Fox.
De qualquer modo, a música brilha devido à voz trêmula e à interpretação cativante de Cass. Uma ótima faixa pra terminar um CD/set que vale 8 em 10.
Enquanto o CD1 apresenta no início algumas faixas House, o CD2 é completamente dominado pelo Trance, com GRANDE ênfase no Progresive. Além disso, este se diferencia do primeiro CD por praticamente não apresentar nenhuma faixa vocal, ou melhor, com letra. Há várias faixas com sample vocal mas nenhum que conte com letra.
O CD inicia muito bem com o chillout de LAX do Pink Elephant, mas logo na faixa 2 acontece o primeiro problema: a introdução da faixa Something Is Wrong de Alex Stealthy é totalmente assustadora e anti-climática, literalmente destruindo o terreno preparado por LAX.
Aos 2 minutos de duração Something Is Wrong muda como da água para o vinho e se torna uma bela faixa, com uma melodia que gruda na cabeça.
Mais um exemplo de que a questão do tracklist não se restringe simplesmente a escolher as faixas, mas também escolher o ponto ideal para transitar de uma para a outra. Como o que acontece com a própria Something Is Wrong, que tem uma transição fluída para a faixa seguinte, a excelente Zanzibar.
Contando também com uma faixa no ASOT 2006 (a maravilhosa Beautiful - Glimpse Of Heaven), Roger P. Shah, ou DJ Shah, como é mais conhecido, colabora com Brian Laruso para produzir uma contagiante faixa de inspiração étnica, que casa perfeitamente com o espírito da série In Search Of Sunrise.
Logo em seguida, vem outra faixa que merece destaque. É Technophobia do Progression, que em muitos momentos lembra as produções de inspiração futurista do Leama ou do projeto Space Manoeuvres do John Graham (Quivver e ex-Tilt), e que, mesmo soando totalmente oposta à étnica Zanzibar, com ela se integra de forma magistral.
A partir daí vem uma sequência de faixas dos novos queridinhos do Trance: Joni Ljungqvist com seu A Boy Called Joni, Jonas Steur (Estuera), Petter e Özgür Can.
Green Astronauts é tensa e ao mesmo tempo bela, com duas linhas melódicas que se contrapõem e se completam.
Não muito o que dizer de These Days, além de que Petter poderia estar melhor representado e Luke Chable poderia ter se esforçadomais no remix.
Tales From The South do Estuera para ir, de início, para um certa direção quando o break apresenta uma melodia que transpira clima de verão.
Temos então, mais ums surpresa do ISOS Vol. 5. Aliás, Irony do sueco Özgür Can é o ponto em que o CD2 começa a ficar mais energético e animado. Ouvida isoladamente, Irony é daquelas faixas que são legais mas não empolgam. Aqui, é sem dúvida um dos pontos altos do set.
Segue uma segunda contribuição de Jonas Steur. Second Turn, entretanto, menos brilhante que Tales From The South
A faixa seguinte, Hi Jack, da dupla Smith & Pledger em seu alias Aspekt é sem sombra de dúvidas a maior surpresa do CD.
Smith & Pledger nunca me chamaram a atenção com alguma produção incrível, ao ponto de os achar bem sem graça.
Mas em Hi Jack eles viram o jogo e apresentam um faixa dançante com cara retrô e uma melodia que fica incrustrada na sua cabeça depois de ouvi-la. É impossível não assoviar ou cantarolar essa seqüência.
E nesse ponto, Tiësto merece palmas por ter escolhido a versão instrumental. Não que os vocais de Carrie Skiper sejam ruins (na versão original), mas a versão instrumental é um show e a ausência de vocais permite apreciá-la melhor.
Mais um faixa sem grandes atrativos (Genesis), e o ISOS Vol. 5 termina com duas grandes faixas: Helsinki Scorchin', belíssima colaboração de Super8 e DJ Tab, e num clima mais lento e intimista, a melancólica Don't Forget Me, do Way Out West com vocais de Omi (quem quer que ela seja!!).
E assim, In Search Of Sunrise Vol. 5 - Los Angeles termina deixando aquele sorriso estampado no rosto e aquela sensação de leveza que só a boa música causa.
Se ao menos o Vol. 4 tivesse sido tão bom quanto esse.........
enviada por blueboybr
01/06/2006 20:05
Mais um do Ferry!!
Ferry Corsten acaba de lançar nos mercados europeu e japonês seu novo álbum L.E.F. (L.E.F = Loud Electronic Ferocious)
A versão japonesa não apresenta a fiaxa bônus I Love You. Em contrapartida, traz um DVD bonus com video clips e intrevistas exclusivas feitas durante a produção do álbum.
No novo trabalho, Ferry materializa em 16 faixas (ou 15, sem o bônus) o que antes havia sugerido em seu Creamfields de 2005: um mix de faixas com influência electro e faixas trance com tempero uplifting, tudo com um apelo pop irresistível.
Destacam-se a faixa Are You Ready, o clássico Galaxia (com novo arranjo), a doce On My Mind, a bela Down On Love e I Love You.
Assim como Armin em Shivers, Ferry produziu um álbum de música eletrônica, e não uma simples coletênea de faixas trance, mas com um diferencial.
Dentro os grandes produtores europeus, Ferry sempre demonstrou maior habilidade para criar faixas com sabor pop eletrônico, e se não alcançou o crossover para o rádio com Right Of Way, isso bem poder mudar com L.E.F..
O fato de o álbum ser pop não implica que Ferry tenha aberto mão de sua integridade artística para produzí-lo. Os críticos dizem que ele se tornou demasiadamente pop, mas isso é um argumento um tanto quanto vazio, pois qualquer artista quer mais é que seu trabalho seja apreciado por um grande número de pessoas.
Sim, há bastante uso de vocais, e sim a produção não é muito inovadora. Mas o álbum também está longe se parecer com Crazy Frog e similares.
O primeiro single, Fire, causou impacto ao apresentar nos vocais Simon Le Bon, sendo na verdade um rework da faixa Serious do Duran Duran.
Novamente, os críticos argumentaram que Ferry não deveria participar na co-autoria já que a música estava praticamente pronta. De fato, a faixa não é mesmo muito interessante, e só chamou mesmo a atenção por causa do uso dos vocais e samples.
Esqueça Fire e dê mais atenção as boas colaboraçòes de Ferry com as vocalistas Debra Andrew e Denise Stahlie, responsáveis pelos vocais em Forever e On My Mind.
Ouça também a faixa cantada por Howard Jones, Into The Dark, totalmente anos 80.
Os fãs mais radicais, ou quem sabe saudosistas, podem se decepcionar, esperando o trance que Ferry fazia na virada do milênio. Já os que estão abertos a mudanças podem ter uma grata surpresa ao ouvir L.E.F.
Não que ele seja o melhor álbum do ano, mas com certeza é um bom álbum que merece ser ouvido com atenção.
enviada por blueboybr
01/05/2006 01:40
A Hora da Virada
É pouco provável que algum fã de Trance nunca tenha ouvido alguma faixa do produtor Laurence Rapaccioli nos últimos tempos.
Com execução maciça pelos principais DJs e inclusão em vários álbuns lançados nos últimos 2 anos, faixas como My World, Wasting e Amsterdam colocaram o nome de Laurance no panorama do Trance atual.
Fruto da colaboração com a vocalista americana Ahsley Tomberlin, o Luminary explodiu na cena eletrônica graças principalmente ao remix de My World feito por Andy Moor e incluído em, entre outros albuns, In Search Of Sunrise Volume 4.
Apesar do destaque dado a essa versão que estava sendo promovida desde o final de 2004, o single de My World lançado pela Lost Language no início de 2005 também contou com remixes de Hydroid, Nikola Gala, Pesh (Vocal e Dub) e do próprio Laurence sob seu alias Arksun, numa maravilhosa versão breakbeat.
A partir daí, vieram Wasting, ainda em 2005, também com remix de Moor, e agora em 2006, Amsterdam, lançada pelo sêlo Anjubabeats, com um remix de Smith & Pledger.
Os próprios sêlos pelos quais as 3 faixas foram lançadas, Lost Language, Armada e Anjunabeats, já representam um bom atestado da qualidade da produção de Laurence, mas nada melhor do que usar o próprio ouvido pra avaliá-las.
Com uma sonoridade com toques retrô, com bastante ênfase nas melodias de piano e sintetizadores, as faixas têm uma forte dose de melancolia, intensificada pela doce voz de Ashley e pelas letras intimistas.
De todas as faixas lançadas até o momento, a que menos se beneficou de um remix foi Amsterdam, pois a dupla inglesa Smith & Pledger não fui muito feliz na produção, resultando um remix meio xoxo e sem graça.
O mesmo pode-se dizer dos remixes que Pesh fez para My World, que ficaram com cara dos remixes que o Above & Beyond produzia ainda em 2000 (What It Feels Like for a Girl, Everytime You Need Me, Home). Falando em remix que não ajuda, não podemos deixar de mencionar também a versão de Nikola Gala, exageradamente pesada.
Já Hydroid e Andy Moor estraçalham com suas versões de My World, e Andy acerta duplamente com mais um remix para Wasting.
Apesar dos rumores e do sucesso das faixas lançadas, ainda não há nos planos de Laurence um album para o Luminary, apesar de ele mencionar que a parceira com Ashley é extyremamente produtiva.
A produção de Laurence, no entanto, não se restringe ao Luminary, ou muito menos começou com essa colaboração.
Na verdade, ele tem quase 10 anos de carreira como músico e produtor, tendo lançado faixas desde 1998 como Arksun.
Claro que, com o sucesso do Luminary, Laurence conseguiu espaço para poder divulgar melhor o Arksun, cujas produções vão do Trance, ao ambient e breakbeat.
Com remixes para Factoria, P.O.S. e Miika Kuisma, entre outros, ele mostra todo o seu talento num belíssimo remix ambient para Time To Say Goodbye do Envio, um épico cinematográfico batizado apropriadamente de Filmscape Mix. Com certeza, o melhor remix do vinil, que também contou com remixes de Bobina e Ozgur Can.
Ainda por cima, Laurence também é engenheiro de som, produzindo para Novation e Emu Systems e se diz perfeccionista em seus desings, pois, como produtor, sabe como os músicos vão utilizar seus projetos.
Aliás, ele demonstra mesmo ser cuidadoso e detalhista, desde as produções musicais, em que cada som parecer ter seu lugar certo, até a produção dos sites.
Tanto seu alias Arksun quanto o Luminary possuem sites muito bonitos e bem feitos, com várias informações (atualizadas!!), fotos do estúdio e áudio samples.
Quem tiver curiosidade, deve conhecer mais sobre esse inglês, não deve deixar de visitar o sites e conferir tudo o que há lá:
http://www.luminarymusic.co.uk
http://www.arksun.co.uk
enviada por blueboybr
12/04/2006 14:59
Quarto céu
O selo belga 541 acaba de lançar (no último dia 27 de março) a quarta edição da bem sucedida série Heaven - Deep Trance Essentials. Focando Progressive House e Progressive Trance, a série Heaven se notabilizou por lançar no formato digital, ao grande público, faixas que antes tiveram apenas tiragens em vinil 12" ou que nunca tiveram lançamento oficial, sendo apenas promo.
Desde o primeiro volume da série, o tracklist inclui tanto faixas recentes quanto aquelas consideradas clássicas.
O volume 1, de 2003, por exemplo, incluía a colaboração de James Holden e Julie Thompson na intrigante Nothing, além da clássica Remember, fruto da junção dos talentos de BT e Jan Johnston e originalmente gravada em 1997.
Apesar de prometer versões integrais, os CDs frequentemente traziam faixas editadas, como a arrepiante Escape (Driving To Heaven) do 16B e vocais de Richard Morel, que perdeu quase 2 minutos e meio de sua duração. Mesmo, assim, a série se tornou sucesso por oferecer algo diferente no cenário das compilações e álbuns de Trance.
As seleção das faixas sempre se baseou mais em um feeling do que na representatividade de um gênero. Muitos podem argumentar que aquilo não é Deep Trance, e em geral, não é mesmo.
As faixas quando reunidas dão uma sensação de melancolia, instrospecção e em certos momentos até sensualidade.
Considerando todo o histórico da série, o que o volume quatro nos traz então?? Infelizmente, este volume é o mais fraco de todos.
O problema, se é que isso realmente constitui um problema, é o fato do tracklist de Heaven 4 - Deep Trance Essentials incluir muitas faixas recentes. E por recentes, entenda-se faixas lançadas de meados de 2004 para cá.
A idéia original de unir passado e presente se perdeu durante a produção desse quarto volume, e há poucas faixas "antigas" aqui.
Muitos podem achar isso bom, mas quando comparado aos outros "Heavens", Heaven 4 traz um leve gosto de decepção.
De modo algum o tracklist é ruim. Aliás, o tracklist impressiona incluindo nomes como Airwave com seu alias Velvet Girl, Terry Grant, Guy Gerber, Deepsky, Satoshi Tomiie e Luke Chable remixando o clássico do Union Jack, Two Full Moons And A Trout.
Há faixas maravilhosas, como Ad Finem - Angel, Gabriel & Dresden - Tracking Treasure Down (leia meu post abaixo) e a bela Love Show de Skye Edwards, ex-vocalista do Morcheeba, num remix caprichado do Tom Novy.
A única faixa "mais velha" é o remix de Heller & Farley para Perfect Motion do Sunscreem, originalmente lançada em 1992. Por ser a única faixa antiga, a música de destaca de uma forma negativa, soando deslocada e um pouco datada.
Outro ponto que pode e deve ser criticado é a maior ênfase no Progressive House.
Heaven 4 apresenta pouquíssimo Progressive Trance e isso também é ruim, pois mais uma vez pode depecionar os fãs conquistados com os outros volumes.
Como já disse, o saldo deixado pela quarta edição da série Heaven - Deep Trance Essentials é um pouco negativo, no sentido em que todas as características que a tornavam diferente de uma simples coletânea, ficaram para trás, nos outros volumes.
Heaven 4 é, ainda assim, muito bom, mas está longe de ser o melhor entre os Deep Trance Essentials.
enviada por blueboybr
14/03/2006 19:54
De volta com Gabriel & Dresden e o tesouro de Molly!!
Depois de muitos meses sem postar, me senti novamente motivado a escrever nesse blog. Não que durante esse 3 meses de ausência eu não tivesse ouvido muita coisa interessante.
Na verdade, faltou-me disposição pra sentar e escolher uma coisa legal sobre a qual escrever.
Então, essa semana, uma nova paixão me arrebatou o suficiente pra me fazer sentar na frente do computador e escrever um texto legal.
Essa nova paixão é a voz de Molly Bancroft, parceira de Gabriel & Dresden na alucinante Tracking Treasure Down. O título da música pode ser traduzido livremente com "caçando tesouros", numa alusão a quem não está contente com o que tem e vai buscar um "novo tesouro". É exatamente o outro lado da situação sobre o que canta Mavie Marcos em Beautiful Things do Andain.
Aqui, Molly canta sobre a situação de ser deixada de lado, ou posta para trás, e a incongruência do parceiro em não admitir que quer algo novo.
A interpretação de Molly é amarga e não menos arrebatadora do que a melancolia e tristeza de Mavie.
E a produção de Gabriel & Dresden, mais uma vez transmite toda a ugência que a letra carrega, produzindo um acompanhamento de tristeza e uma grande dose de revolta, para servir um prato perfeito.
O mais incrível desta nova faixa de G&D, é o fato de eu mesmo ter me apaixonado por ela. À primeira "ouvida", reconheço que não gostei dela, achei-a enfadonha e sem muita energia. A semelhança do que aconteceu com Arcadia, a faixa me conquistou muito tempo depois, e me pegou de jeito.
Josh Gabriel e Dave Dresden parecem ter mergulhado de vez nessa sonoridade retrofuturista, que ao mesmo tempo que dá a sensação de "puxa, isso parece coisa dos anos 80!!" também soa extremamente moderna.
Mais uma vez eles demonstram que estão entre os melhores produtores pra remixar faixas com vocais. Há vários nomes por aí que tentam, mas percebe-se logo de cara que o remixer não sabia exatamente o que fazer com aquele vocal. Outros que se enquadram na mesma categoria de vocal-friendly são meu ídolo Armin van Buuren, a dupla italiana Antillas (o remix de Just Be é um clássico instantâneo), a dupla alemã Kyau vs. Albert, e Steve Murano (por mais incrível que isto possa parecer!!).
Essa faixa é mais um exemplo do que Armin van Buuren vem há um bom tempo dizendo: o futuro do Trance e da música eletrônica em geral é se fundir e produzir híbridos com outros estilos. O mais surpreendente é que de todos os estilos musicais possíveis, o Trance parece combinar com o Rock ou Alternative Rock, incorporando elementos que historicamente faltam ou não que não se desenvolveram nele, notadamente os vocais. Outro belo exemplo dessa conjugação é Jump The Next Train do Young Parisians (a.k.a. Solar Stone) com Ben Lost nos vocais.
O melhor é que, ao contrário de uma faixa rock que é remixada, Tracking Treasure Down é uma faixa eletrônica por natureza e produzida desta maneira.
Grande parte do poder de Tracking Treasure Down deve-se à performance de Molly, mais do que a Gabriel & Dresden. Não que eles não mereçam seu devido crédito, mas a faxia poderia ter um resultado bem diferente se contasse com outra vocalista.
A letra (que eu acredito ser da própria Molly) tem uma sensibilidade pop sem ser simplista e um apelo alternative rock, semelhante ao de Sarah McLahlan.
Aliás, assim como a voz de Sarah, a voz de Molly tem aquela qualidade única de se casar bem com qualquer acompanhamento, seja ele orgânico como numa produção acústica, seja numa faixa eletrônica.
Essa qualidade é muito bem explorada no Alternative Mix que está presente no Promo CDR, liberado na internet. Muito parecida com a Slow Train Version de Jump The Next Train, esse remix alternativo é na verdade totalmente alternative rock, e com uma boa divulgação, teria execução maciça nas rádias e poderia ajudar a firmar o nome de Molly como artista solo.
Ainda não há remixes oficiais disponíveis. Espero que o time de produtores escolhidos para o release oficial de Tracking Treasure Down consiga alcançar a qualidade do Original Club Mix.
Existe também um bootleg produzido por Rein De Vries circulando na internet, que é bem interessante por adotar uma abordagem mais Trance. Infelizmente, a produção não foi 100% profissional, e os lindos vocais de Molly ficaram soterrados pelo instrumental. Além disso, o tal Rein também não soube concluir seu rework e simplesmente copiou o último minuto do Original Club Mix que não casa com a produção Trance do restante da faixa. Mesmo assim, vale a pena conferir como poderia soar um remix produzido por Armin, Above & Beyond ou até mesmo PVD ou Kyau vs. Albert. But please, não me venham falar de um remix de Tiësto, hein.....
Fiquei muito curioso para ouvir as outras 3 faixas que resultaram dessa colaboração Molly + G&D, que, promete-se, estarão no primeiro artist album do duo americano.
Fiquei ainda mais curioso pra conhecer Get Closer, único álbum de Molly lançado comercialmente.
Não deixe de visitar http://www.mollybancroft.com/ e conhecer um pouco mais dessa incrível artista.
enviada por blueboybr
28/11/2005 22:48
Celebração
Para comemorar o sucesso do sub-sêlo A State Of Trance do Armada Music, Armin van Buuren reuniu seus vinte primeiros lançamentos num álbum chamado A State Of Trance - The Collected 12" Mixes.
Para quem já conhece o dom do produtor em lançar faixas de qualidade, a excelente tracklist não é nenhuma surpresa. Mesmo assim, o álbum não deixa de ser um item recomendado para qualquer fã de trance.
Armin, em seu programa semanal A State Of Trance, sempre deu ênfase ao trance de qualidade, muitas vezes abrindo espaço para novos artistas ou então ratificando o talento de grandes produtores.
Não há, nesse álbum, faixa que não tenha visitado suas pick-ups ou que não tenha sido escolhida Tune Of The Week ou Future Favorite. Como bom empresário, Armin também sempre soube identificar as faixas que cairiam no gosto do público e dos DJs. Por isso mesmo todas as faixas do álbum foram lançadas pelo A State Of Trance desde 2003.
O que os tais Collected 12" Mixes têm de bom a oferecer aos fãs de Trance??
Bom, para os DJs profissionais, não há mesmo nenhuma novidade pois todas as faixas foram lançadas em 12". Já para o fã comum, esta é uma oportunidade de ter em qualidade de CD várias versões (remixes ou originais) só lançadas até agora em vinil: são dois CDs, 20 faixas, não mixadas.
Armin sempre recebeu muitas críticas por ter um estilo de produzir e remixar mais tradicional, um pouco mellow e "demasiadamente" (segundo seus críticos) comercial. Se isso é verdade ou não, a mim não cabe discutir pois sou muito parcial quanto a ele: ele é um dos meus artistas preferidos. Assim, fica a cargo de cada um ouvir esta coletânea e tirar suas próprias conclusões.
Um coisa, pelo menos, os críticos não poderão dizer: que o álbum é repetitivo ou chato. As 20 faixas escolhidas contemplam várias vertentes da produção atual, do hard ao progressive, do deep ao chill, incluindo artistas como Envio (num estilo mais "relaxadão"), Firewall (um dos muitos aliases de Lange) e Questia (a.k.a Vincent de Moor).
No CD1, os destaques são as faixas Pulser - My Religion, Outback - Minds In Motion, Signum - Push Through e Envio - Touched By The Sun, todas em versões originais.
Já no CD2, destacam-se CERN - The Message (com Gareth Emery na co-produção), Firewall - Killimanjaro (Lange de novo), Outback - State Of Emergy e Markus Schulz pres. Elevation - Clear Blue num remix fantástico do Airwave (Laurent Veronnez a.k.a V-One, Lolo e The Green Martian).
Num ano em que muitos dos grandes nomes não chamaram a atenção por produções ou remixes, é muito bom ver uma coleção como esta, que mostra que o trance aí tem muita pilha pra gastar.
enviada por blueboybr
07/11/2005 19:59
Nenhuma novidade
Tiesto acaba de lançar seu álbum Just Be em versão Remixed e o tracklist, infelizmente, é bem frustrante. Pode até parecer implicância minha contra o DJ holandês, mas não é. Com 14 faixas, o álbum apresenta muito pouca novidade: apenas 4 remixes novos.
Enquanto Paul Van Dyk, por exemplo, soube capitalizar muito bem em cima de seu álbum Reflections, lançando edições especiais e o álbum Re-Reflections, Tiesto fez apenas uma coletânea de remixes lançados previamente em singles. Ou seja, tudo já conhecido e ouvido. O pior é que o press release anuncia os remixes como raros e hard to find, o que é uma tremenda mentira pois são remixes retirados dos singles lançados na Europa, EUA e Austrália.
Just Be e Adagio For Strings comparecem em 7 faixas do álbum. Assim, se você não gostou destes singles, nem chegue perto do álbum. Ou, se você já os possui, também não há necessidade de ter também Just Be Remixed.
Por outro lado, se você é muito fã destas faixas, pode até cogitar desembolsar uma graninha, mas há coisas melhores com que gastar dinheiro.
Love Comes Again está presente com o único remix lançado, feito pela dupla Mark Norman, por sinal, bem chatinho. Por mais que leve o nome de Tiesto, Love Comes Again é totalmente a cara do parceiro BT, ficando deslocada no álbum Just Be. Sempre achei que ela deveria ter ficado no álbum Emotional Technology do produtor americano, deixando espaço para produções mais ao "estilo" Tiesto.
Os remixes batidos (originalmente de 2003) de Traffic (DJ Montana e Max Walder) aparecem mais uma vez para incomodar, uma vez que são tão chatos quanto a versão original.
As poucas novidades do álbum ficam a cargo de UR e A Tear In The Open, em remixes de Tom Holkenborg (Junkie XL) e da dupla Leama & Moor.
Junkie XL arrasa em seu Air Guitar Remix. É incrível como alguns dos remixes de Tom trazem semelhança com as produções de Gabriel & Dresden. Adoraria ver (ou melhor ouvir) o que esses três caras aprontariam juntos num estúdio. Ou talvez o que Tom faria com uma faixa do Andain, por exemplo. Bom, vamos esperar que 2006 nos traga surpresas como essas!
Já a dupla sensação da cena prog, Leama & Moor acertam e erram, com saldo final nulo. Seu remix de A Tear In Open não funciona. Ao ouvi-lo logo em seguida a UR tem-se a impressão de que ficaria melhor com os vocais de Matt Hales e a letra de UR. A faixa original de Tiesto usa um sample vocal que já havia sido utilizado pelo Signum na música Cura Me. É um vocal arrepiante, ao estilo de Lisa Gerrard da trilha de Gladiador, perfeito para um épico. O problema reside justamente no fato desses vocais não casarem nada com uma produção prog. Fica uma coisa estranhíssima. E ruim.
Já UR no remix da dupla ficou ótimo, tão bom quanto no remix de Junkie XL, pois a faixa já era originalmente dark e introspectiva, e praticamente implorava por um remix prog.
Volto a dizer que Leama & Moor deveriam aproveitar a ótima produção de A Tear In The Open, mudar os vocais e lançar mais um remix de UR. Seria um grande sucesso.
Finalmente, há ainda um remix sem graça de Nyana, que já era uma faixa sem graça per se.
Concluindo, mesmo os grandes fãs de Tiesto não têm muito com o que se entusiasmar com o lançamento de Just Be Remixed. Tenho a impressão de que 2005 não foi mesmo uma ano muito feliz para o cara.
enviada por blueboybr
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